sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mistério: Foto do alto sem sair do chão!

Galera, antes de  mais nada, quero deixar claro que não se trata de nenhuma brincadeira de minha parte, e de fato, em se tratando de fotografia, nunca tentei enganar ninguém, ainda mais sobre algo que não irá somar nada em minha vida. Pois bem, deixando isso claro logo de saída, compartilho com vocês algo que aconteceu comigo neste final de semana, em que viajei com minha família para a cidade de Bauru, interior de São Paulo, e fui levar minhas crianças para conhecer o zoológico da cidade, conhecido por ser um dos melhores do Brasil.

O passeio foi ótimo, as crianças brincaram bastante, eu e a Marjorie nos divertimos, mas notei algo estranho quando baixei as fotos que fiz naquele dia pela câmera do I-Phone.

Eis o que aconteceu: A Marjorie ficou na fila para comprar os ingressos com a Giovana, enquanto eu peguei a Nicole no colo e fui para o canteiro do outro lado da rua do estacionamento do zoológico, para que a menor não ficasse torrando no sol. Eu estava com o I-Phone na mão, e segurando a Nicole no colo,  em um local apenas alguns centímetros mais alto do local onde a Marjorie estava com a Giovana, isto porque eu subi no canteiro, que não passava de uma guia comum. Se tiver 15 centímetros de altura é muito. Aí resolvi fazer uma foto delas na fila enquanto aguardava na sombra com a Nicole, e com uma das mãos focalizei a Marjorie e a Giovana na fila e cliquei duas vezes, na altura do meu olho. O estranho, só percebido quando baixei as fotos no PC, como disse anteriormente, foi que as fotos que fiz deu a impressão que eu estava em um local alto, mas bem alto, literalmente falando. Para não dizer voando! Parece que eu estava no mínimo no segundo andar de algum edifício. Veja a sequência de fotos abaixo:

1 - A primeira foto foi feita pela Marjorie, que estava com a máquina fotográfica, a partir da fila, onde eu estou atravessando a rua com a Nicole no colo. Dá para ver claramente que o terreno não possui nenhuma elevação considerável, e muito menos as frágeis árvores ali aguentariam um gordo como eu, e mesmo assim, onde eu teria deixado a Nicole, que sai correndo ao menor sinal de descuido nosso... Aliás, esta foto da Marjorie é a única que tenho do ângulo em que eu estava, e foi coincidência ela ter batido justamente ali, sem planejarmos nada. Repare que estou na mesma altura dela...


2 - Na segunda foto, logo abaixo, a Marjorie e a Giovana estão logo à frente do rapaz gordo de camiseta vermelha na fila, e o ângulo em que a mesma foi batida é muito, mas muito mais alto daquele que eu realmente estava! Mesmo que eu levantasse a mão para fazer a foto, nunca daria esta altura, e muito menos conseguiria focalizá-las direito, ainda mais com a Nicole em um dos braços... Repare que a Marjorie está sem a Nicole, que neste momento está no meu colo, como eu expliquei anteriormente, e a máquina fotográfica, da qual ele me fotografou quando eu atravessei a rua, está pendurada em seu pescoço, e a Giovana está conferindo como ficou a foto que ela tirou minha e da Nicole momentos antes...


3 - A foto seguinte também demonstrou o mesmo efeito, e agora a Giovana está inclusive com uma das mãos mexendo na máquina fotográfica da Marjorie...


4 - Momentos depois eu me aproximei delas e fiz uma nova foto, desta vez elas ficaram corretamente na mesma altura em que eu bati, como em todas as demais, antes e depois das duas fotos "aéreas"...


Mais uma vez eu reforço galera, não se trata de brincadeira, até por isso compartilhei esta postagem com amigos que possuem experiência com fotos, para se alguém entende o que ocorreu com as fotografias para ficarem tão altas. Há muito tempo eu fotografo, e nunca aconteceu algo parecido, ainda mais com uma câmera do I-Phone. Quem possui algum palpite, por favor, comente.

Daniel Gimenes


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Manifestações pelo Brasil, o que pode mudar

Antes de mais nada gostaria de pedir desculpas por mais um sumiço, desta vez de 40 dias, nesta atribulada correria e fechamento de bimestre, casamento da cunhada, viagens, compras, e claro, eu também estava participando das manifestações, que invariavelmente irão ajudar a moldar a cara do Brasil, pelo menos com uma população mais participante, que acordou do berço esplêndido, é o que eu espero.

Mas além das manifestações em si, o acordar do povo precisa ser para aumentar a sua capacidade de entendimento e argumentação política, e o mais importante, saber olhar para sua própria cauda antes de falar da cuada dos outros, deu para entender o que eu quis dizer com cauda né...

Vi e aprovei, apesar de não ter incentivado de forma alguma, diversos estudantes participando do movimento. 
Antes de mais nada, por que aprovei:
- Por que acho bacana os jovens deixarem de se preocupar apenas com modismos ou jogos e saírem para batalhar por algo que mude a sociedade da qual estejam inseridos, e de fato, melhorar desde cedo a percepção política. 
E por que não incentivei: Os movimentos eram imprevisíveis, e qualquer sujeito poderia estar inserido neles, desde vândalos, a radicais de esquerda, militantes sem causa, e toda fauna de seres que vagam pelo seio da sociedade, apenas buscando uma teta para mamar. Desta forma, de maneira alguma tinha segurança para incentivar menores de idade a irem para as ruas e correr riscos, mesmo aqui em Três Lagoas, cidade em que vivo no momento.

Ainda sobre os estudantes, um aviso importante:
Foi bacana vê-los participar das passeatas e tal, mas de nada irá adiantar que não mudem a postura diária, principalmente na escola. A educação foi um dos principais motivos para a população deixar de lado a revolta por apenas os R$ 0,20 iniciais de Sampa e buscar mudar a sociedade por completo. Agora, pedir melhor educação nas escolas, e mesmo assim tirar notas baixas, xingar os colegas, professores, jogar lixo no pátio e nas ruas das cidades, o tornará um pequeno hipócrita, que possivelmente poderá ser um mal político no futuro, tão pior quanto os que atacam agora.

Três Lagoas - Quarta-Feira, 19 - Praça Ramez Tebet

O que não concordei: Com vândalos aprontando e sujando o propósito pacífico das manifestações. Não concordei também com a ascensão de pequenas e otárias lideranças, que além de despreparadas (há 21 anos não víamos algo parecido, portanto, ninguém aqui tinha gabarito para tanto), orientavam mal as pessoas, muitas vezes proibindo manifestações partidárias e a liberdade de expressão. Foi o que ocorreu em Três Lagoas, onde, após participar da passeata no dia 19 (quarta-feira a noite), fiquei animado com a lisura da passeata, porém, no sábado seguinte pela manha (dia 22), o que eu vi foi um show de horrores! Com toda certeza eu vi ali uma das piores formas de se manifestar. Um professor de história, com um discurso ensaiado contra a câmera de vereadores local, com dados possivelmente vazados por alguém da política comandava os discursos, e por mais que negue, o rapaz está buscando ganhar visibilidade e ascensão com as manifestações, essa é minha opinião, e sou livre para manifestá-la. Pior do que a tal liderança que busca o estrelato, foram duas moças universitárias, que resolveram em dado momento olhar os cartazes da multidão e julgar quais os que podiam ou não, no melhor estilo fascista de controlar e proibir a livre e democrática manifestação pública. Após uma delas olhar o meu cartaz, e "aprovar" (até parece que eu iria abaixar caso a pseudo decisão da senhorita com cocô na fralda fosse o contrário), na sequência ela pediu para um garoto ao meu lado, que por coincidência é meu aluno, a abaixar um cartaz contra um determinado vereador da cidade, do qual não conheço, pois aqui estou há menos de um ano, e apesar de não ter nada contra o questionado vereador, eu estourei e discuti energicamente com as duas senhoritas, que insistiam em oprimir o direito do menino, em sua primeira manifestação da vida, a se manifestar democraticamente. Defendi a liberdade de expressão e democracia, nada mais. Segue abaixo o que escrevi no Facebook no mesmo dia, e logo a seguir, a nota do Jornal do Povo do Mato Grosso do Sul, informando o ocorrido na edição do dia 25 deste mês.

O que deixei registrado no meu Facebook, no dia 22 sobre o ocorrido

A nota publicada pelo Jornal do Povo que foi publicada no dia 25. A propósito, a nota acima, falando com razão sobre a forma errada que a jovem cantou o hino brasileiro, é a mesma pessoa da qual eu briguei para não recolher os cartazes, como pode ser comprovado aqui, realmente a fulana é muito mal preparada...

É isso. Espero que a democracia vença, os políticos atendam como estão atendendo a voz das ruas, que a polícia a partir de agora se prepare melhor para lidar com casos assim (devem ficar mais comuns), que a educação melhore, os alunos melhorem, que as cidades fiquem mais limpas. E o mais importante, que os estudantes universitários, que pensam estar no comando de algo que é livre e democrático, motivado pelo povo, do povo e para o povo, aprendam mais sobre democracia, política e história antes de continuar a oprimir a democracia e a vomitar discursos muito mal embasados ou direcionados.

Daniel Gimenes

Eu com o cartaz que fiz para protestar contra o PT, Dilma e Lula no dia 22


sexta-feira, 17 de maio de 2013

SÉRIE MULHERES ALTAS NO JAPÃO - PARTE IV - FINAL


A Grande Professora

A série das mulheres altas no Japão encerra hoje de forma grandiosa, com a mais alta das entrevistadas, a minha amiga e ex-colega de trabalho na Escola Alegria de Saber, Suellen Gonçaves Hirata, 29 anos, que possui impressionantes 1.85 m de altura. Muito maior do que a média de altura dos homens de qualquer país, esta minha amiga se sente constrangida por ser tão alta, e gostaria de ser baixinha.


“As dificuldades que enfrento são muito grandes. A altura das pias em qualquer lugar é ruim pra minha estatura, muito mais no Japão. Bater a cabeça em portas é uma rotina”, desabafa a brasileira, que inclusive chegou a ter uma hérnia de disco, por causa da linha de montagem da fábrica em que trabalhou ser baixa para ela.

Pela numeração brasileira Suellen calça tamanho 42. Escolher sapatos então acaba sendo um sofrimento. A professora contou que quando chega às lojas simplesmente pergunta quais modelos tem disponível no número dela. Cores e estilos nem pensar. “Achar roupas e sapatos no Brasil já era ruim, no Japão então a situação piora muito”, lamenta. Suellen ainda destacou que consegue comprar tênis, pois encontra modelos masculinos, e o que ajuda é que no Japão não existe quase preconceito com cores, achando modelos com tons femininos para o padrão brasileiro.


Como a brasileira Bianca Gonçalves, que apesar do sobrenome e altura não são parentes, Suellen também destaca que os japoneses ficam admirados com sua altura, e que muitos deles olham nos pés dela para ver se está usando sapato de salto. “A cara de surpresa deles quando veem que estou usando uma rasteirinha, por exemplo, é muito engraçada. Com salto eu me aproximo de dois metros de altura”, contou.

Suellen escolheu a educação física por amar a profissão, e não pela estatura ou para se destacar em esportes que exigem altura dos atletas. “Dou aulas para todas as turmas, e as crianças menores perguntam quantos metros eu tenho. Perto delas pareço uma giganta”, diverte-se.

De uma família em que quase todos os membros desde os avós passam de 1.70 m de altura, Suellen foi a caçula e a mais alta de todos os cinco irmãos que possui. Apesar de até hoje achar que seria melhor ser baixinha, ela se aceita como é, porém, na adolescência foi complicado para a brasileira, pois era sempre a maior da turma. Além de algumas brincadeiras que precisava e precisa aturar até hoje, a mãe era preocupada com a postura da filha, corrigindo-a sempre por temer que ficasse corcunda.


Além das dificuldades com relação a encontrar roupas e com a postura, Suellen também conta que dificilmente permanece sentada por muito tempo, pois acaba forçando a coluna, em virtude das pernas ficarem acima do nível da cintura. “Nas poltronas de aviões então é terrível, a pessoa da frente que deitar o banco fica praticamente no meu colo. Tenho que sentar e jogar as pernas para o lado, o que é muito desconfortável”, relata.

Como a maioria das mulheres altas, Suellen também preferia homens altos para namorar, tanto é que seu marido possui 1.90m de altura. Só namorei meninos mais baixos na adolescência por falta de opção. Ainda bem que me apaixonei pelo meu marido, que é um pouco mais alto que eu", conta.

Mulheres gigantes no cinema


Hollywood produziu diversos filmes sobre mulheres altas, com a peculiar dose de exagero característica. Em tais filmes uma ou mais mulheres gigantes assustam uma cidade inteira. Diversos títulos do gênero foram lançados. Conhecidos como Filmes B, se destacam por fazer um gênero de ficção científica misturado com terror imaturo, ao mesmo tempo mesclam cenas típicas de comédia pastelão.

         O primeiro filme a contar a saga de uma mulher gigante foi o clássico “O Ataque da Mulher de 15 Metros” (Attack of the 50 Foot Woman) de 1958, que retratou a história Nancy (Allison Hayes). A personagem é maltratada e traída pelo marido Harry (William Hudson), além de subvalorizada pela família. Após ser abduzida por um alienígena, recebe poderes especiais e passa a crescer até atingir a altura de 15 m. Nancy sai caminhando furiosa pela pequena cidade em busca de encontrar o marido e esmagá-lo como um inseto. O filme foi de encontro ao movimento feminista, que ganhava força justamente nesta época, para ganhar o mundo nos anos da década seguinte. A película foi refilmada em 1993, desta vez com a estrela Daryl Hannah no papel de Nancy.

         Outro filme a abordar o tema foi a paródia “Altas Confusões” (Attack of the 60 Foot Centerfold), de 1995.  A personagem principal Angel (J.J. North) busca vencer uma disputa para participar de um ensaio fotográfico de uma revista. Ela passa a crescer após ingerir um medicamento para tratamento de beleza, para desespero de sua rival, que também faz uso do remédio. As duas então travam uma luta de titãs no centro da cidade, onde alguns edifícios são destruídos e carros são esmagados.

         Lançado em agosto de 2012, o filme “Attack of the 50 Foot Cheeleader”, ainda sem título para o português, é outro filme do gênero que remonta ao tema iniciado em 1958. O enredo usa da mesma fórmula, só que desta vez uma líder de torcida faz uso de medicamentos para melhorar suas habilidades. Pelo efeito colateral acaba crescendo e desperta a ira de sua rival. Como no filme “Altas Confusões”, as duas irão se enfrentar, desta vez dentro de um estádio de futebol americano, para desespero dos jogadores, que fogem para não ser alvo dos “pezinhos” esmagadores das moças.



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Série Mulheres Altas no Japão - Parte III


A série que está agigantando o blog Fugindo da Hipocrisia tem a honra de apresentar mais uma mulher brasileira que vive no Japão e que possui uma estatura elevada. Agora é a vez de Bianca Gonçalves dos Santos.

Altura no DNA

Com 1. 77 m de altura, Bianca Gonçalves dos Santos gosta de ser alta, inclusive usa saltos em que ela chega próximo de ficar com 1.90 m. “Já evitei usar sapatos com saltos devido à minha estatura, mas está superado. Hoje gosto de ser alta, ver tudo de cima”, diverte-se a brasileira que costuma comprar sapatos com mais de 10 cm de salto.


Bianca, alta por natureza e abusando dos sapatos com salto para ficar ainda maior

Vindo de uma família de pessoas de estatura mediana para alta, Bianca destacou que as próximas gerações serão ainda maiores. Uma das primas, com apenas 15 anos de idade, já lhe alcançou na altura. A própria filha de Bianca, que agora está prestes a completar três anos, já está bem acima da média para a idade. A brasileira destacou também que os japoneses reparam muito na sua altura, e que enxerga os comentários como elogios. “Eles acham bonito uma mulher grande, ficam surpresos ao me ver, principalmente se eu estiver usando um sapato com salto bem alto, literalmente precisam olhar para cima ao falar comigo”, contou Bianca. A brasileira ainda assegurou que por sua altura os japoneses acreditam que ela seja uma estadunidense.

Mulher alta normalmente possui pés proporcionais, por isso a brasileira julga difícil encontrar bons sapatos ou, que pelo menos esteja na moda para o seu tamanho de pé. Comprar calças também é outro problema para Bianca, que precisa pedir diretamente do Brasil, pois segundo explicou, se a calça japonesa fica bem na cintura, as pernas são curtas. Se as pernas são longas, a cintura é enorme.

Grávida, Bianca foi a mãe mais alta a ser entrevistada para a série

Bianca afirma que mulheres altas ficam melhores acompanhadas de homens altos. Segundo a brasileira, mulher alta acompanhada de um homem baixinho fica desproporcional, apesar de no amor não existir barreiras físicas. “Meu marido possui 1.86 m. Acho muito mais bonito uma mulher alta acompanhada de um homem alto”, relata.

As mulheres mais altas do mundo

Muitas mulheres superaram a marca dos dois metros de altura. Parte delas pode ser vista defendendo times de basquete, principalmente nos Estados Unidos. Algumas mulheres se tornaram mundialmente famosas devido ao crescimento acima do normal, conhecido como gigantismo.

Tal crescimento que não cessa, mesmo durante a fase adulta, traz sérias complicações à pessoa, o que pode ser fatal com o passar dos anos. No Brasil, a mulher mais alta que já foi registrada é a gaúcha Kátia D’Ávilla Rodrigues, que atingiu impressionantes 2.38 m de altura. A brasileira faleceu em 2011 aos 48 anos em Porto Alegre (RS).

Reconhecida até pelo Guinness Book, a chinesa Yao Defen, de 40 anos, foi registrada como a mulher mais alta do mundo ao alcançar a estatura de 2.34 m. Medições recentes mostraram que ela já cresceu mais, medindo atualmente 2.40 m de altura, além de pesar 200 quilos.

A mais alta jogadora de basquete do mundo é a polonesa Malgorzata Dydek, que atua profissionalmente nos Estados Unidos. A atleta possui 2.18 m de altura.

A polonesa Malgorzata Dydek, de 2.18 m de altura


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Queimadas em Três Lagoas, exemplo de desrespeito da população

Há seis dias atrás, fui levar minha esposa ao dentista, e enquanto a aguardava, aproveitei para dar uma volta na lagoa principal da cidade de Três Lagoas. Para minha surpresa, um imenso "cogumelo" de fumaça se formava no horizonte, manchando a bela paisagem. Resolvi ir atrás para flagrar mais um caso de abuso da população perante as leis.

De acordo com as leis ambientais, é proibido colocar fogo em terrenos baldios ou matas, qualquer que sejam, mas é só chegar esta época do ano, que os focos de incêndio proliferam por toda a cidade, deixando o ar, que já está seco, difícil de respirar. É como viver em uma sala lotada de fumantes. Simples assim.


Fui até o local, que fica no início da avenida Baldomero Leituga, e registrei as fotos da fumaça que invadia as casas, que corriam risco de serem atingidas pelo fogo. Detalhe é que o local fica a menos de um quilômetro do corpo de bombeiros, que durante o tempo em que fiquei ali, não percebeu o ocorrido, apesar da enorme quantidade de fumaça, vista por praticamente a cidade toda.


O fogo consumiu o mato por horas, mostrando que as leis no Brasil não servem para muita coisa. A multa, na maior parte dos casos, não chega a R$ 500.


Um dia depois, sobraram apenas as cinzas, e ainda bem que nada de mais grave ocorreu. É praticamente impossível andar por pelo menos um quilômetro em Três Lagoas e não achar ao menos uma área queimada.


Hoje, terça-feira, dia 07/05, retornando a Três Lagoas após uma rápida viagem, ao atravessar a barragem de Jupiá, era possível avistar a fumaça no horizonte, bem acima da área em que está a cidade, a fumaça me fez lembrar a cidade de São Paulo, capital paulista. Ótimo ar que os três-lagoenses estão respirando...



sábado, 4 de maio de 2013

Com que roupa eu vou? São Paulo FC já utilizou vários uniformes diferentes ao longo da história.

Tá, não foram tantos assim, mas o tricolor do Morumbi, meu time do coração, já entrou em campo com diferentes uniformes ao longo de sua gloriosa história, e até em quadra!

O torcedor são-paulino aguardou com ansiedade a tão sonhada camisa comemorativa vermelha, amplamente anunciada pela diretoria do clube desde que foi firmada a parceria de patrocínio e fornecimento de material esportivo com a Penalty no final de 2012. A marca já vestiu o time em outras duas oportunidades, participando da fase mais gloriosa do clube no início dos anos da década de 1990, onde o tricolor conquistou o mundo e a América por duas vezes.

Existe um senão no estatuto do clube, que proibi veementemente qualquer mudança de cor ou estilo dos dois uniformes da equipe, vetando inclusive uma terceira camisa. No entanto, nada diz respeito a camisas comemorativas, e desta forma, o São Paulo e a Penalty encontraram a brecha que precisavam para lançar moda. 

Acredito que o estatuto do clube deva ser revisto, pois, há mais de duas décadas as equipes faturam alto com a venda de terceiras camisas ou mudanças nos uniformes tradicionais, que o digam Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Fluminense e Coritiba, que já usaram e abusaram da prática. Enquanto o isso o tricolor sempre se apegou em mudanças de ordem estética apenas, não alterando profundamente o uniforme. Apenas detalhes em golas, mangas, uma faixa ali, outra aqui, largura da listras horizontais no uniforme 1 e verticais no 2, mas nada que mudasse radicalmente. 

O número nas costas, no caso do uniforme 1 era tradicionalmente vermelho e por cima das listras, nos anos da década de 1980 e 1990 ganhou uma sutil abertura nas listras horizontais, e oscilou entre a cor vermelha e preta em diferentes ocasiões, o mesmo acontecendo com o uniforme número 2, que tradicionalmente tinha o número branco por cima das faixas, mas já teve versões com fundo branco e número preto, fundo branco e número vermelho, fundo vermelho e número branco, fundo preto e número branco e fundo preto e número dourado na época da Topper, a mudança mais radical experimentada pelo tradicionalíssimo uniforme tricolor a durar por mais tempo.

Mas existem outras versões, vamos ver as que eu puxei pela memória e em pesquisas na internet:


Uniforme todo vermelho utilizado na partida contra o Penapolense no final de semana passado, até hoje foi a mudança mais radical e a que mais causou polêmica no tricolor.



Em 2002 o clube lançou uma camisa comemorativa referente à conquista do primeiro mundial do clube, que apesar de ser relacionada apenas com a conquista de 1992, trazia a inscrição Bi-Mundial nas costas. A camisa era vermelha, com listras branca e preta sob o fundo vermelho, alternando as cores com o branco tradicional. Jogadores da equipe chegaram a participar de programas de televisão com o uniforme, mas o time em si nunca jogou com ela.



O tradicional uniforme da equipe tricolor, com a cor branca predominando no calção e meias.



O segundo uniforme, também tradicional, com as listras verticais, calção branco e meias brancas. Tal combinação foi abandonada após o ano de 1995, quando o clube visitante passou a ter que trocar qualquer peça do uniforme semelhante a da equipe da casa. Como se tornou rara as vezes em que o time são-paulino não precisou mudar o calção, o branco acabou sendo aposentado, e atualmente, só é utilizado em jogos contra clubes de uniforme branco e calção preto, como em clássicos contra o Corinthians.



Em 1930 o São Paulo chegou a atuar com camisas negras, calções brancos e meias negras. A explicação era que o clube ainda não possuía um segundo uniforme, que só surgiu em 1932, e por conta disso, precisou improvisar em um amistoso contra a seleção dos Estados Unidos, que só possuía um uniforme branco. O time então utilizou o uniforme da antiga equipe do Palmeiras, um dos clubes que deu origem ao tricolor. 



Em 1940 o clube fez sete jogos com uma camisa listrada em preto e branco, com golas e mangas vermelhas, assim como o calção, que também foi utilizado na cor branca.



Em 1966 o São Paulo atuou em dez partidas do Campeonato Paulista com um uniforme formado por três listras verticais, uma de cada cor do clube, com o escudo ao centro e calção branco. O time jogou desta forma inclusive nos clássicos contra o Corinthians, Palmeiras e Santos. Recentemente a camiseta foi relançada, apenas para os torcedores.



Também em 1966, em uma excursão à Espanha, o tricolor enfrentou o Real Madrid, e ambas as equipes trouxeram apenas o uniforme branco. A solução foi o time brasileiro jogar com camisas e calções azuis, emprestados da equipe do Recreativo Huelva. Jogando de azul, o tricolor venceu o time da capital espanhola por 2 a 1. É o único registro da equipe na qual tenha atuado com uma cor totalmente diferente das suas tradicionais. 

Fato parecido ocorreu em 1978, quando a equipe utilizou o uniforme vermelho do Unión Española do Chile, em um jogo contra a equipe do Palestino, onde a situação foi semelhante a 1966. Nesta ocasião o tricolor perdeu por 2 a 1, em jogo válido pela Copa Libertadores da América. Não encontrei nenhuma foto deste jogo disponível na internet.



No ano 2000 a equipe atuou apenas no primeiro tempo com um uniforme em homenagem a um dos clubes que lhe deu origem, o Clube Athlético Paulistano. Com camisas e calções brancos e meias vermelhas, o São Paulo inovou com a moda retrô. A camisa era inteiramente fechada na frente com botões. A partida, válida para torneio amistoso, terminou com vitória do São Paulo por 3 a 2 contra o Avaí.



Calções pretos e meias pretas, as mudanças obrigatórias que a equipe precisa fazer, quando joga como visitante contra clubes que possuam as peças da vestimentas nas cores brancas, com exceção da camisa. Existem também versões em que jogou apenas com uma vestimenta na cor preta, ou seja, calção ou meia.



O uniforme reserva atual do São Paulo trocou o branco pelo preto nos calções e meias.



Calções ou meias brancas no uniforme reserva só são utilizados agora em caso da outra equipe possuir as vestimentas na cor preta.



Em algumas ocasiões o São Paulo testou a cor vermelha (olha ela aí de novo) no calção e meias do uniforme número 2. Em 2011, a equipe resolveu apostar e oficializar a cor em substituição a combinação das vestimentas na cor preta. O uniforme não agradou, e o clube voltou a usar as cores pretas para calção e meias oficialmente e novamente a partir de 2012.



A combinação de calções e meias vermelhas também foi tentada em casos de troca das vestimentas em combinação com o uniforme branco em algumas oportunidades. Como no caso do uniforme 2, não agradou aos torcedores, e o clube voltou a usar calções pretos.



Em algumas ocasiões a equipe tricolor entrou em campo com uniformes comemorativos e o retirou antes do início da partida, como na ocasião em que o goleiro Rogério Ceni completou 1000 jogos pela equipe em 2011, onde todo elenco vestiu e posou para a foto oficial com a camisa comemorativa do goleiro.



O São Paulo teve muitos jogadores uruguaios em sua história, dos quais ajudaram a equipe a conquistar importantes taças. Para homenageá-los, em 2012 o time entrou em campo com um uniforme comemorativo na cor da celeste olímpica, com três faixas verticais na cor do clube ao centro e o escudo no meio do peito, além da bandeira uruguaia. Cada jogador levava nas costas o nome e o número de um jogador uruguaio homenageado. A única exceção foi o goleiro Rogério Ceni, que entrou de cinza homenageando ao goleiro brasileiro Waldir Peres, que jogou pela equipe com vários dos atletas uruguaios homenageados no dia 16 de setembro de 2012. Antes do início da partida, a equipe retirou as camisas e jogou com o uniforme branco tradicional.



Detalhes frontais da camisa em homenagem ao Uruguai.



No vôlei, a equipe do São Paulo possui uniformes pretos, com as listras vermelha e branca na horizontal, trocando a cor branca com a preta no uniforme. O levantador chegou a atuar de dourado, como na foto acima.


Visão frontal da camisa de vôlei do tricolor.



A equipe tricolor, também no vôlei, já chegou a ter um uniforme todo preto, com o escudo tricolor no lado direito do peito, sem as tradicionais listras.



Em 2013 o São Paulo iniciou a parceria com a Penalty pela terceira vez. E para inovar, o clube e a fornecedora de material esportivo colocaram na órbita da Terra uma camisa do uniforme principal, através de uma lançamento feito do próprio estádio do Morumbi. Claro, toda a ação foi filmada, inclusive com a camisa já em órbita.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Série Mulheres Altas no Japão - Parte II



A série apresenta em sua segunda parte a tradutora Tassia Mika Fukushima, 26 anos, fã de cosplay, que chama e muito a atenção devido à altura. Do alto do seu 1.73 m, esta moradora de Kosai (Shizuoka) garante que chama a atenção dos japoneses. “Certa vez um senhor me parou em uma loja de conveniência e comentou sobre minha altura, ficou espantado em ver uma mulher alta como eu”, conta.

Tassia gostaria de ter dez centímetros a menos, ou seja, ter a estatura média das mulheres. Segundo a brasileira, até os quatorze anos era a mais baixa dentre as amigas de escola, mas após esta idade cresceu muito, passando todas as amigas. “Quando minhas antigas colegas me encontram, a primeira coisa que fazem é olhar pra cima e comentar como eu cresci”, diverte-se. 

Tassia relata como principal problema à estatura que possui o fato de tudo no Japão ser projetado para pessoas bem menores do que ela. “A pia então é uma tristeza, dói muito as costas ficar inclinada para lavar a louça. Nos armários sempre bato a cabeça. Esta é a parte dolorida e ser alta”, diverte-se. A brasileira também destacou uma vantagem em ser alta, a facilidade de pegar objetos que estejam em locais mais altos, onde raramente precisa pedir ajuda de alguém ou subir em alguma cadeira.

Tassia, à direita na foto.

Tassia ainda garantiu que no quesito respeito uma mulher alta é mais respeitada no Japão, principalmente pelos homens. “Eles veem a mulher alta com certo temor, daí surge um respeito maior. Acreditam que somos mais fortes”, pondera a brasileira, que sendo naturalmente uma mulher forte, independente da altura, destaca a força no trabalho como motivo de admiração por parte dos nipônicos.

Tassia não gostava de usar sapatos com salto na adolescência, pois, dependendo do sapato, passava facilmente de 1.80 m de altura. “Hoje eu realmente não me importo mais com isso, sou fã de cosplay, os personagens ficam mais bonitos sendo altos. Hoje uso muito salto, acabo ficando gigante”, conta.


Média de altura de móveis e portas no Brasil e no Japão

Para os padrões brasileiros, os móveis e altura das portas são suficientes para evitar maiores problemas a pessoas altas, porém, quem está acima dos padrões médios, invariavelmente acaba sofrendo um pouco. Segundo informações obtidas no site Wikipédia, os armários brasileiros são projetados para ficar entre 1.40 m e 1.70 m do chão. As pias, tanto do banheiro como da cozinha, são instaladas a 90 cm de altura, tanto na cozinha como no lavatório. As portas no Brasil possuem em média 2.10 m de altura e, entre 82 e 92 cm de largura.

No Japão os números são menores. Em um apartamento padrão do governo, as portas possuem em média 1.85 m de altura e 79 cm de largura. A pia da cozinha é instalada a 79 cm de altura, enquanto a do lavatório gira em torno de 66 cm. Apenas no caso dos armários foi verificada semelhança na altura com o Brasil, sendo instalados a partir de 1.40 m do chão no Japão. Em muitos casos tais medidas podem ser ainda menores, pois costumam ser ligeiramente menores em casas mais antigas e estabelecimentos comerciais.