quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A irresponsabilidade continua matando no Brasil

Você cria um filho ou uma filha com todo o carinho e dedicação que pode dedicar. Curte cada momento, desde que o feto estava na barriga da mãe. Sonha com o dia do nascimento, quase morre de ansiedade pelo parto e durante ele. Bate milhares de fotos, compra brinquedos, decora o quarto e busca criá-lo longe de qualquer perigo.
Ao menor sinal de aumento de temperatura, corre levar a criança ao pediatra. Passa noites sem dormir, conta histórias para ninar e, a criança vai crescendo feliz e amada pela família.
Aí vem um moleque irresponsável, filhinho de papai e mamãe mimado, com um jet ski descontrolado e passa por cima de sua filha, matando a coitadinha aos três anos de idade, com uma vida inteira pela frente.
O sofrimento dos pais é inarrável, tenho até calafrios de pensar no que eu faria caso eu fosse o pai da criança, com certeza não seria coisa boa. A família do moleque simplesmente abandonou o local e não socorreu a pequena vítima. Fugiram, como fazem os covardes e irresponsáveis. Fugiram em busca de defesa legal e hipócrita de advogados, que tentam a todo custo reverter a situação e transformar vítimas em vilões.
Tais situações são comuns de acontecer no Brasil. O acidente de Bertioga poderia ser evitado se os pais brasileiros, e a população toda, tivesse um mínimo de preparo, respeito e educação. Sei que acidentes acontecem, assim como travessuras de crianças e adolescentes, porém, os pais devem educar de verdade! Até quando passaremos a mão na cabeça de nossos filhos e seremos adultos irresponsáveis? 
Adolescentes pilotando motos ou dirigindo carros são cenas comuns no Brasil, assim como jet skis. A lei brasileira proíbe que menores de 18 anos pilotem jet skis ou qualquer outra embarcação, mas não é cumprida. 
Será que ainda não percebemos que somos o país da irresponsabilidade? Será que seremos taxados para sempre como um povo irresponsável? Em grande parte do mundo já somos taxados assim.
Falta vergonha na cara, não apenas dos políticos, mas de boa parte da população brasileira. Chega de ufanismos e discursos idiotas. Chega de passar a mão na cabeça de bandidos, corruptos e políticos. Chega de querer ser o esperto e sim, sejamos inteligentes e racionais.
A consciência individual torna o coletivo harmônico possível, faz crescer socialmente e moralmente um povo. Faz um país mais responsável, educado e participativo. Evita que tragédias choquem a sociedade a cada semana.
Mais um carnaval, milhões de litros de bebidas alcoólicas consumidas, milhares de mortos e feridos. O saldo do carnaval no Brasil chega a ser pior do que países em guerra! O que somos? Do que são feitos os brasileiros? Pelo amor de Deus, justiça já!


Justiça, por favor!
Daniel Gimenes 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Parabéns Fugindo da Hipocrisia! 50000 Acessos!!! Obrigado a todos os amigos que por aqui passaram!

Caros amigos, leitores, visitantes esporádicos e até os críticos mais ferozes. Venho aqui agradecer os 50000 acessos que deram a este blog pessoal desde 01 de janeiro de 2008, quando ele entrou no ar com a postagem 2008 - Tudo Velho? , da qual você pode conferir como foi o meu primeiro dos até agora 681 posts clicando no título. O que dá uma média de uma postagem a cada dois dias e quatro horas! Somando-se é claro, os 50 dias iniciais deste ano.

O blog nasceu com o intuito de falar a verdade, principalmente sobre os desmandos e trapalhadas dos políticos brasileiros. Além deste assunto principal, o blog abrange qualquer assunto de meu interesse, fotos, humor, automobilismo, futebol, poemas, aviões, educação etc. Para um projeto pessoal, sem divulgação em nível maior praticamente nenhum e, usando de uma linguagem atraente apenas aos que se preocupam com a vida em sociedade, até que o número é algo notável, que me enche de orgulho.
O blog sempre esteve e estará aberto para críticas, claro, sempre respeitando a linha da educação. Todos são livres e devem discordar do que escrevo para a construção de uma via de entendimento melhor para todos, porém se identificando e o fazendo educadamente.


Nestes quatro anos foram 35140 acessos do Brasil, 6426 do Japão, 4128 dos Estados Unidos, 1206 de Portugal, 422 da Alemanha, 230 da Rússia, 201 da França, 171 da Holanda, 154 da Malásia e 123 da Irlanda e, muito mais por toda parte do globo.

O jeito é eu agradecer em cada uma das línguas que marcaram as maiores visitas em meu blog:
Para os brasileiros e portugueses, muito obrigado!
Para os japoneses, ありがとう!
Para os estadunidenses e irlandeses, thank you!
Para os alemães, danke!
Para os russos, спасибо!
Para os franceses, merci!
Para os holandeses, dank u!
Para os malaios, terima kasih!

A maioria dos acessos em tais países é com toda certeza de brasileiros que neles vivem e me dão o prazer de tê-los como leitores do meu blog, acredito que apenas Portugal tenha mais leitores nativos, mas nada melhor do que homenagear aos leitores na língua da pátria que os acolhe.

O Fugindo da Hipocrisia possui um clone, também administrado por mim dentro do site do Portal Nippon desde 2010, onde são publicadas minhas melhores postagens. Confira aqui o blog Fugindo da Hipocrisia no Portal Nippon.

Em 2011 nasce o Portal Fugindo da Hipocrisia, unificando todos meus blogs, nascidos após o Fugindo da Hipocrisia, e também tudo o que já publiquei em diversos site na net.

Bem, é isso, espero neste quinto ano que inicio com meu blog melhorar cada dia mais e, pelo menos, cumprir com o direto de informar sobre assuntos relevantes, e outros nem tanto, mas interessantes da sociedade brasileira, japonesa e mundial. Certo ou errado, tenham a certeza de terem a minha sinceridade.

Desta vez eu peço, por favor, deixem o seu comentário nesta postagem! Quero conhecer melhor a todos que acessam, pelo menos os mais assíduos!

Daniel Gimenes




Valesca Popozuda e... O que aconteceu com o popozão da mulher?

Rapaz, por mil diabos, alguém sabe explicar o que aconteceu com o popozão da Valesca Popozuda? Parece que os implantes de silicone da funkeira escorreram ou algo assim. Será que isso pode trazer algum problema de saúde? 


Fotos de Felipe Assumpção e Alex Palarea - AgNews

 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Onde já se viu matar alguém que invadiu nu com uma faca a sua casa? Prendam o homicida!

Nos últimos dias eu até que estava otimista. O Brasil parecia estar de fato melhorando, pelo menos em questão de justiça. Não, nada de relevância aconteceu, nenhuma rebelião para a tomada do congresso, nenhum deputado foi enforcado em praça pública ou linchado. Eu me refiro ao caso da pobre moça Eloá, no qual o seu assassino, o ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes, este mesmo com nome de laboratório alemão, foi condenado até a próxima era glacial. Claro, ele só cumprirá 30 anos de cadeia pela lei brasileira. A advogada do meliante deu uma entrevista afirmando que o sujeito é trabalhador, honesto, e boa pessoa. É... Deviam prender advogados como esta senhora, pois ofensa ao cérebro das pessoas também deveria ser crime também.



Porém, minhas expectativas tomaram um rumo completamente diferente nesta manhã, ao ler uma notícia sobre um maluco que saiu tentando matar todos que via pela frente. O animal do Hebert Lucas de Abreu Mendes, que passou 22 anos incomodando o mundo, ao chegar de taxi no prédio onde morava, ficou nu, pulou o muro e subiu para o apartamento da família. Enfiou a porrada na própria mãe, passou a faca na irmã e logo depois, entrou no apartamento da vizinha, ferindo-a mortalmente. Em seguida, com a faca em punho, sai pelo corredor e resolveu entrar no apartamento do auditor fiscal Francisco de Lima Cruz, de 39 anos, que percebendo o barulho e o perigo que se avizinhava, trancou a filha e a mulher em um dos quartos, pegou um trinta e oito e ficou na espera. Ao forçar a entrada, o auditor não teve duvidas, matou o sujeito com um tiro no peito.
O que vem agora é impressionante. Ao que tudo leva a crer, o tal estudante estava muito louco, drogado ao ponto que se não morresse na bala, morria por overdose alguns minutos depois. Francisco de Lima foi levado para o hospital com crise de hipertensão e, pasmem, o delegado Humberto Ramos o atuou em flagrante por homicídio! Como é que é? Foi atuado em flagrante e, depois de ser medicado, foi conduzido para a delegacia, onde deverá ser preso após prestar depoimento. E o pior, levaram o vagabundo do Hebert para dois hospitais para tentar salvá-lo. Para meu, eu deixaria a porta da ambulância aberta. O que é isso? Você está em sua casa, um cara sai peladão, matando todos que encontrava e ainda tentam salvar o cara? E para o homem que agiu em legítima defesa? Vai preso?
Que mundo injusto! Como assim um louco drogado não pode sair pelado por aí, com uma faca na mão matando os vizinhos sem escapar de levar um tiro? Que injustiça fizeram com o Hebert! Foi morto em pleno direito de se drogar e sair assassinando os vizinhos. E o Francisco então? Que direito ele tinha de matar um homem que entrou pelado dentro de sua casa, com uma faca para matá-lo e a toda sua família! Quem é ele para proteger esposa e filha... Quem ele pensa que é?
Pois é galera, acho que o delegado Humberto nunca ouviu falar em legitima defesa. Bem que o Francisco poderia ter oferecido uma carreirinha das boas para o Hebert, não é verdade? Poxa vida, sujeito mal educado este tal de Francisco. Que perigo ele é para a sociedade! Um sujeito que mata pessoas nuas que invadem a sua casa com uma faca... Onde este Brasil irá parar?

Daniel Gimenes



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fernanda Torres obrou na Disney de Orlando...

Hoje pela manhã, vi um texto compartilhado por uma amiga no Facebook, no qual a atriz Fernanda Torres literalmente obrou na Disney, no modo dos estadunidenses ser, no que comem e por aí vai... Do alto de uma arrogância de quem pode muito mais do que os meros mortais, ela, uma senhora de 46 anos, desandou a falar mal da Disney de Orlando. Eu fiquei espantado com tanta mágoa no coração da pessoa, que ao invés de dançar conforme a música e curtir o passeio preferiu apenas reparar no que de ruim (segundo ela) existe no parque.
Farei então uma postagem diferente, comentando dentro do texto dela, com certo humor e ironia em letras em negrito e, ao final, minhas considerações gerais.

 Segue o texto da “simpática” atriz...


A Disney é um conceito apavorante de infância organizado em um sistema angustiante de filas


Por doze anos recusei levar meu filho à Disney. Uma convicção estética inarredável orientava a minha negação. Nessas férias, porém, uma viagem ao México com escala em Miami amoleceu meu coração de mãe.
12 anos para amolecer o coração? Bruxa!

No dia 24 de janeiro do fatídico ano de 2012, abandonei os maias e a esplendorosa península do Yucatán para entrar em um avião rumo à Orlando. A temporada de cinco dias na Flórida foi comparável aos círculos de sofrimento de "A Divina Comédia", de Dante.
Meu, ela acentuou com crase o “a” de rumo a Orlando... Uma palavra masculina, portanto, não tem crase!
Importante: A crase não ocorre: antes de palavras masculinas; antes de verbos, de pronomes pessoais, de nomes de cidade que não utilizam o artigo feminino, da palavra casa quando tem significado do próprio lar, da palavra terra quando tem sentido de solo e de expressões com palavras repetidas (dia a dia).
Fatídico ano? Meu, como é que deixam alguém que acredita nesta idiotice escrever na Folha de São Paulo?
Círculos de sofrimento? Hum...

Como Deus ora pelos inocentes, meu rebento menor, de três, caiu com 39 graus de febre no aeroporto de Cancún. A milagrosa virose o deixou de molho nas primeiras 72 horas de aflição na América, enquanto eu e o maior adentrávamos as profundezas da terra onde os sonhos se tornam realidade.
Deus ora? Eu entendi bem? Deus ora? Meu Deus, pensei que éramos nós que orávamos para Deus...
Milagrosa virose? Meu, reparem, pensem bem, como uma mãe chama de milagrosa uma virose que o filho de três anos pegou, ao invés do menino poder brincar na Disney?
“72 horas de aflição na América? Bem, quando ela saiu do México, onde estava tão bom assim, era qual continente? E onde fica o Brasil? Até porque a América tem este nome em homenagem a Américo Vespúcio, que constatou que as novas terras descobertas eram na verdade um enorme continente, e fez isso no litoral brasileiro. Por isso deram o nome de América, em sua homenagem. Portanto, o nome América nasce no Brasil, não nos Estados Unidos da América, o nome correto do país “infernal” do qual ela tem o visto de entrada tirado previamente...

O Limbo, primeiro círculo de penitência, se apresentou na forma de montanhas-russas colossais que comprimem os sentidos a forças G inimagináveis. Deixei meus neurônios serem prensados contra a parede do crânio em loopings cadenciados, até ser cuspida tal e qual um zumbi agastado, tomado por abobamento crônico.
Montanha-russa é para quem gosta e pode viu querida, não gosta, não ande, pronto. Eu amaria andar naquelas montanhas russas...
Abobamento crônico, pois é... Percebi...

As máquinas medievais de martírio causam náusea, vômito e enxaqueca.
Máquinas medievais de martírio? A idade média vai de 476 a 1453 viu Fernanda, a montanha-russa foi inventada nos primeiros anos do século XIX, na Rússia... Daí o nome...

Para os que preferem sofrer ao rés do chão, simuladores provocam a mesma sensação de abismo sem saírem do lugar em que estão.
Mais uma vez, é para quem gosta...

Na sétima hora do dia, enquanto era sugada, no lugar da chupeta, por uma Maggie Simpson descomunal, eu já não falava e nem me mexia. Caí dura no resort de golfe, "wonder land" da terceira idade muito frequente na região.
Finalmente em um lugar compatível com sua idade... Mental...

A Flórida é o último refúgio dos que viveram até a aposentadoria.
Pois é, último... Generalizadora ela...

Abri o olho e reneguei assistir a tormenta das baleias cativas nos tanques do Sea World. Atrás de motivos para ser castigada, fui arrastada às compras por um furacão chamado luxúria.
As baleias são caçadas, infelizmente, pela loucura humana pela carne do bichinho. No fundo, tais parques garantem a reprodução delas e a proteção contra outros humanos de pescá-las...

Usufruímos o céu nublado da Universal da tarde seguinte. O ar de quermesse do parque vazio, o clima ameno e o Harry Potter nos fizeram crer na alegria infantil dos americanos. Driblamos bem a comida intragável, servida em porções individuais que alimentariam tribos inteiras. O jejum é dádiva quando se encara as aves inchadas a hormônio e o teor transgênico das lanchonetes. Orlando é a cidade campeã da obesidade mórbida; o Lago de Lama dos que sucumbiram à gula.
Céu nublado da Universal? Já compraram o céu também? Ainda por cima nublado, coitada da Fernanda, e olha que ela pagou por um sol...
Alegria infantil dos americanos, hum, mais uma vez faz falta conhecimentos de geografia na moça... Estadunidenses filha... Gostar de “Os Normais” que deve ser adulto de fato, não coisa de pré-adolescentes curiosos sobre sexo...
“Driblamos bem a comida intragável, servida em porções individuais que alimentariam tribos inteiras. O jejum é dádiva quando se encara as aves inchadas a hormônio e o teor transgênico das lanchonetes.” Bem, se o garoto quisesse arroz com feijão teria ficado na casa da avó, paterna...
“Orlando é a cidade campeã de obesos mórbidos”... Tem um ranking em mãos tia?


A última alvorada foi dedicada à Disney. O sol brilhou no sábado de inverno, atraindo a multidão bíblica que lotou os milhões de metros quadrados de hotéis, zoológicos e parques temáticos; interligados por rodovias, hidrovias e ferrovias futuristas.
Criticando a multidão, pelo visto você também fazia parte dela Fernanda... Multidão bíblica? Acho que ninguém foi lá para rezar...

A Disney é um conceito apavorante de infância organizado em um sistema angustiante de filas. É o ante-inferno dos indecisos que aguardam em caracóis indianos uma satisfação que nunca chega.
Conceito apavorante de infância... Engraçado que as crianças saem rindo de lá... Que tal as crianças pobres, que vendem chicletes nos semáforos, passam fome, frio, viram bandidos e não podem ir até a Disney, isso não lhe apavora?
Filas... Se não quer sacrifício, fique em casa, peça para alguém levar o menino, tenho certeza que ele gostaria muito mais do que a sua péssima companhia...

Ir na Sapucaí fazendo propaganda de marca de cerveja com apelo sexual pode né, Disney não!

Você anseia para ter o direito de aguardar em pé, agarrada à democrática senha que só amplia a espera. A jornada se esvai em uma azucrinante administração de tickets. A condenação à eterna expectativa seria até suportável, não fosse o suplício sonoro.
Suplício sonoro? Meu, a mulher estava uma pilha, se alguém peidasse perto dela acho que ela matava...

Como vespas a picar os tímpanos, a voz aguda das musiquinhas enjoadas, os "cling", "cleng", "glom" das engenhocas de ferro e a proliferação de musicais da Broadway, encabeçados pelo grande show do castelo da Cinderela, são de perder a razão. E mesmo durante o safari, única esperança de silêncio ecológico, o timbre de buzina da guia aspirante à atriz vinha pinçar os nervos.
Quer silêncio? Não vá para a Disney! “Buzina da guia aspirante à atriz”... Bem, se ela tivesse a sorte de ter nascido filha da Fernanda Montenegro né... Seria mais fácil eu acredito...

A comparação entre a delicadeza do Caribe mexicano e a artificialidade embalada em plástico de Orlando foi um choque e tanto.
Até onde eu sei, criança odeia ver ruínas... Apesar de que eu amaria ter a chance de poder conhecer tal lugar, mas as crianças, sabe como é né...

Antes de partir, visitei o paraíso. Um pântano na zona rural povoado por crocodilos, peixes e pássaros semelhante ao gigantesco charco que Walt Disney adquiriu há décadas atrás.
Em paz, no meio da lagoa virgem, me perguntei o porquê da zona urbana daquele lugar manifestar um prazer masoquista tão arraigado.
“Um pântano na zona rural povoado por crocodilos, peixes e pássaros semelhante ao gigantesco charco que Walt Disney adquiriu há décadas atrás”. Hum, sería sobre ecologia que você está falando? Por que não escreve então sobre a área do Projac, lá da Rede Globo, onde você gravava? Ali era uma área da mata atlântica, ameaçada de extinção, que o senhor Roberto Marinho comprou na década de 1990 e, montou até cidades cenográficas para as novelas. Ah tá, preservou um pouco da mata original... Um pouco... Ali mesmo, que você ganhou uma boa grana para ir para a Disney, para depois poder falar mal.

Talvez seja culpa pelo excesso de ofertas nos supermercados, pela invenção do papel higiênico felpudo, do "super size" tudo, dos veículos alcoólatras e das cidades sem pedestres. A insustentável fartura social se penitencia tomando sustos em trem fantasmas mirabolantes.
Culpa de veículos alcoólatras? Aqueles mesmo que reduzem os índices de poluição no meio-ambiente? Com combustível desenvolvido no Brasil? Cidades sem pedestres? Nunca conheci uma, mas... Ela deve ir gravar a pé, ou de bicicleta...

Não é diversão, é dívida cristã. A Disney nasceu na Idade Média.
Dívida cristã? Disney nasceu na Idade Média? Aquela mesma época em que meros mortais (98% das pessoas) não tinham praticamente diversão alguma, não existia comércio, muito menos parques? Nem sequer existia moeda corrente? Acho que a Disney, nascida no século XX é bem diferente...

Bem galera, sei muito bem como estes parques ganham dinheiro, sei o que está por detrás de tanta diversão para as crianças. Porém, as crianças tem o sagrado direito de se divertir, e nenhum adulto ranzinza, a meu ver, pode estragar a diversão de uma criança. Já fui sete vezes na Tokyo Disneyland, oito vezes na Tokyo DisneySea e uma vez na Universal. E vou com minha família nas três novamente neste ano. 
As crianças se encantam com os parques, com os personagens dos desenhos que estão ali, para elas abraçarem e tirar fotos. Como a Fernanda Torres pode achar que sabe qual diversão é melhor para uma criança? O encantamento nos olhos da minha filha, não tem dinheiro que compre. E uma criança meu amigo, não sabe que é capitalismo, consumo, geopolítica, imperialismo, nada. Para elas vale se divertir, e estes parques cumprem a promessa. Filas? Ora dona Fernanda, não posso afirmar nada, mas acredito que você tenha algumas comodidades no Brasil com relação a este assunto. Deve ter alguma prioridade, acredito eu, até pela fama que segundo consta, você fez por merecer, é claro. Não que os demais profissionais, que não ficam correndo seminus em seriados na Globo, não venham a merecer, mas em uma sociedade democrática, em um local movimentado, é isso que acontece... Filas, como no Brasil, para nós “normais”, não para “Os Normais”, é bem comum. Lá nos states tu é peão, igual eu né fofa, rs. 
Achei que ela pegou pesado demais, parece alguém de mal com a vida. Vale lembrar que você é como a Disney, vende entretenimento para as pessoas. Se bem que eu acho a Disney bem mais competente nesta atividade, mas o fato que é isso que você vende, nada mais. Então, não seja hipócrita, uma foto com a Minie você deve ter batido, confessa vai. Hoje vi uma imensa fila no McDonald’s, resolvi ir comer em casa, e claro, fiz uma matéria sobre o comportamento dos japoneses nestes dias, mas não achei inferno nenhum. Caso estivesse com minhas filhas, ficaria na fila com o maior prazer, todos tem o seu direito e, filas, garantem isso.
Agora, não entendi bem a paulada na democracia, tudo certo com ditaduras, companheira Fernanda? 



Lançamento de lanche novo no Japão, a mesma novela de sempre.

Vivo no Japão há cerca de sete anos. Antes de vir pra cá, costumava ver pela televisão, o lançamento de algum produto no qual os japoneses faziam filas quilométricas para comprar o dito cujo. Japonês é assim com tudo, sempre que é o primeiro dia de algo, eles formam filas imensas, depois ligam para os amigos e dizem orgulhosos que compraram no primeiro dia.
Aparelhos eletrônicos até dá para engolir, mas lanches também? Estas fotos eu fiz na pequena cidade de Takahama, região da grande Nagoia. Os japoneses chegaram a causar até congestionamento para entrarem no McDonald's e comerem o novo lanche, da série estadunidense, que ficará quase que por um mês no menu... No segundo dia o movimento volta ao normal, aí no último dia volta a ser a mesma coisa, e no primeiro dia do outro lanche também, coisa de japonês...
Aí, um certo brasileiro que vos escreve, resolveu almoçar um lanche e... Deixei quieto depois que viu o movimento lá dentro, preferi arroz com ovo...

 A fila do drive-thru

 Vamos entrar pelo outro lado então...

 A fila de carros!

A fila vista por outro ângulo...

 Lá dentro...


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mulheres, se rendam, celulite pega até as malhadas!

A maior parte das mulheres nunca irá admitir, mas as celulites fazem parte do corpo feminino tanto quanto os próprios cabelos. Não estando presente em grande quantidade, daquele tipo que lembra um leite batido com abacate, os homens nem notam. Para falar a verdade, notam sim, mas não faz a mínima diferença. O encano é das mulheres.
Até hoje nunca ouvi algum amigo dizer: "Ah cara, sabe como é, larguei daquela mina. Ela tinha duas celulites"...
Sou homem, posso garantir, nós não falamos de celulite. 
Fico vendo as mulheres malhando, ralando, brigando para ter o tal do corpo perfeito. E no final das contas, pelo menos uma celulite está lá, firme e forte! Então moças, com todo o respeito, esqueçam das celulites, tomem um belo sorvete de chocolate e dê um malho no seu "home". Desta forma terá um prazer duplo e ainda irá queimar muito mais calorias e, o melhor, não irá lembrar que elas existem nesta hora. Não acreditam? Meu, quem fica procurando ver celulite na hora do nheco-nheco? Quase ninguém, eu acho. Até porque se alguma pessoa ficar procurando celulite nesta hora, compre um gardenal e dê para ela...
A imagem abaixo mostra a rainha da bateria da escola de samba Império Serrano, Flávia Pena, em um ensaio para o site UOL ralando para ficar em forma no carnaval. Mesmo com o corpo em cima que possui, malhação forte e puxada, as companheiras inseparáveis estão lá, nas coxas da moça, para atestar o que eu digo.
E sobre estrias, bem, deixa eu parar por aqui, só de falar de celulite já garanti uma bronca das boas aqui em casa.

Confira as fotos do ensaio clicando aqui.

Daniel Gimenes



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um pôr do sol apoteótico em Toyota!

Após a instabilidade climática do dia 08, do qual você confere clicando aqui, o pôr do sol foi apoteótico. Um dos mais belos que já registrei, misturando sol, nuvens carregadas de neve e céu azul em alguns pontos, até reflexo nos vidros de um edifício consegui registrar. 

Daniel Gimenes








quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quem se lembra do Dr. Hans Chucrute do Pica-Pau? Ele existe de verdade e vive no Japão!



O tempo ficou completamente maluco em Toyota no dia 08!

O tempo amanheceu aberto no dia 08, logo após fechou, abriu novamente, e a tarde deu um show! Em um espaço de tempo compreendido em 1h e 34m o tempo fechou, nevou, abriu, saiu o sol, fechou e nevou mais forte e abriu de vez. Confira a sequência de fotos que fiz neste dia e o horário em que bati cada foto. 

 O céu começa a clarear e, a nuvem de neve continua soltando os flocos sobre a cidade.
13:44

 A nuvem passa completamente e o tempo abre com vigor.
13:47

 O céu começa a ser tomado por pesadas nuvens novamente e o sol começa a se esconder...
14:49

Tempo fecha feio e a neve cai contudo, a impressão que seria para o dia todo...
15:12 

Impressionante, mas apenas seis minutos depois do auge da nevasca, o tempo abre e o sol brilha novamente, em um céu que permaneceu com nuvens pesadas e esparsas o restante do dia.
15:18


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

É inacreditável o que alguns porcos fazem conosco...

O Japão é tido e havido como um país com uma população educada acima da média mundial até. A preocupação em não incomodar o próximo, em não falar alto, em ser educado e respeitar os mais velhos, senão são como antes, pelo menos ainda são valores muito, mas muito fortes nesta sociedade da qual estimo e respeito muito. Mas uma coisa chamou muito a minha atenção no último final de semana. Uma família, que como eu, comia lanches do McDonalds no centro comercial Oásis 21 de Nagoia, simplesmente deixou todo o lixo das embalagens dos lanches sobre a mesa e no chão após comerem e foram embora. O que mais me chamou a atenção é que era uma família de japoneses.
Estava na mesa ao lado, na ala fora do restaurante, na praça de alimentação. Vi o casal brincando com os dois filhos meninos, na faixa dos seis aos sete anos aparentemente. Como estava perto, entendi meio que por cima que conversavam sobre a entrada de um dos filhos no Ichinesen, o equivalente ao primeiro ano do ensino fundamental no Japão. Quando estava levantando para ir embora, comecei a recolher minhas coisas e o lixo para levar no cesto da lanchonete, quando eles simplesmente se levantaram e foram embora. Eu pensei que foram pegar algo e voltariam, mas não, lá se foram. Um segurança e algumas pessoas que iriam se sentar para comer limparam a mesa após algum tempo em que permaneceu suja e vazia, mesmo com o lugar totalmente lotado e com pessoas procurando uma mesa para sentar.
Na sequência de fotos que fiz aparece a mesa suja na primeira, na segunda o local sendo limpo pelo segurança e pessoas que iriam se sentar ali, e a última, a foto externa do local onde isso aconteceu, pasmen... Juro mesmo que eu nunca tinha visto tamanha falta de respeito, pelo menos não por parte de uma família japonesa típica, e que aparentava ser, de respeito. Aparentava...

Daniel Gimenes

 A mesa suja após saírem...

 O segurança fazendo a limpeza, auxiliado pelas pessoas que iriam se sentar ali

 O belo local onde os tais porcos sujaram...


sábado, 4 de fevereiro de 2012

O fantasma da repetência, uma questão de consciência.

Quando eu era aluno, o maior “fantasma” que poderia existir era o risco da repetência. Nada era mais assustador e temido. A educação na época, tanto nas escolas, quanto em casa, era bem mais rígida quando comparada aos padrões atuais e, repetir, poderia significar um completo desastre na vida do estudante. O aluno então se esforçava para passar de ano, evitando desta maneira, broncas e castigos dos pais.
            Nas últimas décadas, o tal “fantasma” da repetência foi combatido no Brasil por pedagogos e administradores da educação pública, de forma que ela praticamente não existe mais, principalmente para os alunos do ensino fundamental. Hoje é adotado o sistema de progressão continuada, da qual, como professor, opino que ela foi o golpe final que faltava para a completa queda da qualidade do ensino. Baseado em um sistema utilizado principalmente por países de primeiro mundo, a progressão continuada nivelou por baixo os alunos do ensino público no Brasil. Além deste fato, a progressão cumpre apenas um papel de fornecer números surreais ao governo, muitas vezes utilizados para fazer falsa propaganda da qualidade do ensino brasileiro. Em países como Japão, Estados Unidos e a maior parte das nações europeias, o aluno de fato não repete de ano, mas em alguns deles precisa prestar uma avaliação para ser aceito no ensino médio. Além do histórico de notas ser a principal referência da qual as universidades utilizam para escolher os alunos. No Brasil a realidade é completamente diferente. O postulante a um curso universitário de qualidade precisa passar pela seleção do vestibular. Para obter sucesso em tal “peneira”, ele precisar ter assimilado os conteúdos de forma plena.
            É comum nas escolas públicas do país, alunos que estão até para se formar no ensino fundamental, não saberem ler e escrever corretamente, quanto mais a fazer contas de matemática. Desta forma, o preparo para a intensificação dos estudos no ensino médio, do qual será focado no preparo para o vestibular, será extremamente difícil para tais alunos. Assim sendo, eles dificilmente irão conseguir acompanhar o ritmo dos alunos apenas regulares, quanto mais o ritmo dos melhores preparados para enfrentar o vestibular.
            A repetência não significa o fim da linha para o estudante, se configura na verdade em uma nova chance para ele, do qual ainda está em formação, tanto física quanto de caráter, poder reescrever a própria história escolar. Recebendo desta forma, a chance de se preparar novamente enquanto dá tempo. Claro que deve se fazer o possível para evitar a repetência. O aluno deve se esforçar buscando recuperar as notas ruins, para que a média final não seja baixa e, que possa passar para o próximo ano tendo assimilado uma quantidade considerável do conteúdo ensinado. Em educação, apesar de esta ser ministrada de forma geral para todos, cada caso é único e, merece uma análise cuidadosa da situação por professores, juntamente de pais e alunos.
Temos a impressão de que cada vez mais é preciso chegar mais cedo ao mercado de trabalho. Os pais são levados a pensar que um ano “perdido” com uma repetência, pode abalar seriamente a entrada do filho no mercado de trabalho, além do prejuízo financeiro, principalmente em se tratando de alunos de escolas particulares. Para estes pais eu apenas passo uma pequena informação – Que pena que nós adultos, após um ano do qual “batemos” a cabeça nas mais diversas situações, não podemos voltar atrás e fazer tudo novamente. Já sabendo onde erramos para melhorar e crescer pessoalmente e profissionalmente. O aluno que invariavelmente vier a repetir de ano, teria esta chance, da qual não existirá mais na idade adulta.
            No Brasil, infelizmente, alguns pais chegam até a processar a escola após o filho repetir de ano. Para tais pais seria mais proveitoso o filho ir para o próximo ano sem ter assimilado o mínimo necessário de conhecimentos, a tendência assim sendo é do aluno se acomodar e lavar ano a ano desta forma. Só que tais pais parecem se esquecer de um pequeno detalhe. Aos 17 anos o filho sairá da escola e, terá de enfrentar a dura concorrência do vestibular, recheado de alunos extremamente preparados, assim como um mercado de trabalho, mesmo para os não formados em cursos superiores, extremamente competitivo e cada vez mais exigente com a formação dos contratados.
            Repetir, em determinados casos, faz parte da educação. Ela não representa um fracasso completo, mas sim uma nova chance de aprender. A educação brasileira se deteriorou muito após o fim da repetência na rede pública. Falta hoje mão de obra especializada para as empresas, que fazem parte deste Brasil que tanto cresce economicamente e, estão importando a tal mão de obra mais qualificada. Será que uma educação mais responsável, tanto do governo, quanto das famílias, não mudaria este quadro no futuro? A resposta, invariavelmente, a maioria das pessoas conscientes sabem.

            Daniel Gimenes



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Caixa de chocolate parecida com cigarro no Japão

Hoje encontrei esta pequena surpresa quando fui ao supermercado. Uma caixa de chocolates em formato totalmente igual ao de uma caixinha de cigarros. Até a tampa, a forma de abrir e o plástico característico estão nela. Achei de um tremendo mal gosto, é algo que faz a criança pensar estar brincando de adulta e, que fumar, no caso, seria normal. Menos pior que os chocolates que vem dentro não possuem forma de cigarros. No  Brasil, há um tempo atrás, existia um caixa de chocolates que se não tinha forma de caixinha de cigarro, os chocolates tinham, até a embalagem deles, da qual uma criança dava a impressão de estar fumando o tal cigarrinho de chocolate na foto da caixinha. Neste ponto o Brasil está a um passo a frente do Japão, tais produtos no Brasil foram proibidos, o que acho correto. Aos defensores do "que não tem anda a ver", eu repito um frase famosa de quem vende anúncios: - Quem não é visto não é lembrando. Portanto, quanto menos mostrarmos, melhor...




terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Psicologia e educação


O recente caso do menino David Mota Nogueira, de apenas 10 anos, que levou o revólver do pai para a escola e disparou contra a professora e, depois correu para uma das escadas da instituição e tirou a própria vida, nos faz refletir sobre o acompanhamento psicológico que recebem os alunos brasileiros.
            Toda escola, pelo menos em tese, possui a presença de pelo menos um psicopedagogo ou até mesmo um psicólogo, mesmo que tais profissionais façam apenas visitas periódicas nas instituições. Não questiono a forma como tal trabalho é realizado, de fato não possuo capacitação para tanto, mas analisando o caso do garoto David, penso que se estivesse sendo realizado um bom trabalho de acompanhamento por parte de um profissional da área, tal tragédia poderia ter sido evitada. Independente da quantidade de psicólogos que a escola municipal Alcina Dantas Feijão, de São Caetano do Sul, venha a possuir, dificilmente, pelo tempo que os alunos passam na instituição e, a quantidade de alunos que a escola possui, 900 em cada período aproximadamente, um bom trabalho de análise psicológica, caso a caso, poderia ter sido feito. Pelo menos diante da realidade atual dos investimentos na educação.
            O caso do garoto David assusta pela forma, ao que tudo indica até o momento, premeditada que foi. O pai do menino, que é guarda municipal, ainda sob o choque da perda do filho de forma tão dura, mal tinha palavras para explicar como o filho, de comportamento dócil, pode levar a arma que possui para a escola e fazer o que fez. Mesmo com o pai retornando na escola para procurar com os filhos a arma momentos antes do crime, o menino negou que tivesse a posse do armamento. Os relatos das demais educadoras, que colheram informações dos alunos de que o garoto iria usar a arma para matar a professora, é o que chama ainda mais a atenção. Primeiro, pela forma fria e premeditada que tudo estava sendo traçado na mente do menino. Segundo, pelo fato dos demais garotos das outras salas, terem dito o que ele tinha em mente apenas após ouvirem os tiros e, não terem informado a direção com antecedência. Terceiro, e o que mais preocupa no final das contas, o aluno era conhecido por ser calmo e apresentar um bom comportamento em sala de aula, sendo inclusive alvo de elogios da professora ferida a tiros.
            Findado o trágico episódio, temos agora mais uma escola manchada por sangue no Brasil, uma criança que tirou a própria vida e, uma professora que escapou por pouco de ter a vida abreviada. Algo que notei de relevante nisso tudo, foram algumas semelhanças com o caso da tragédia de Realengo, acontecido em abril deste ano no Rio de Janeiro. O caso da escola Tasso da Silveira, onde o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira disparou contra vários alunos, matando 12 adolescentes e depois se suicidando. Em ambos os episódios, a ação foi premeditada. Ainda segundo os relatos iniciais do qual dispomos do caso do menino David. Outra semelhança, talvez a mais cruel de todas, é que os dois correram para fora da sala e, se mataram com um tiro na cabeça nas escadarias de ambas as escolas. No primeiro caso houve a rápida ação de um policial militar, que evitou que uma tragédia ainda maior acontecesse, e após ser alvejado na perna pelo policial, o rapaz se matou. No caso do menino de São Caetano do Sul, ele correu para a escada e cometeu suicídio.
            Independente de qualquer verdade sobre o acontecido, não estou buscando afirmar que foi isso ou aquilo. Mas, não teria o garoto David se inspirado no caso do Wellington e a tragédia que provocou em Realengo? Toda tragédia provoca intensa repercussão na mídia, tanto a escrita, quanto a televisiva. Na época do caso em Realengo, escrevi um artigo em meu blog sobre o acontecido, no qual mostrava preocupação de que ações semelhantes viessem a ocorrer, pois tais casos, muitas vezes podem inspirar outros. Claro que os dois fatos possuem uma enorme possibilidade de não ter nada a ver um com o outro, mas, a repercussão midiática do primeiro, levar a crer que, de certa forma, o garoto David possa ter orquestrado a ação que perpetrou com base na tragédia de Realengo.
            Está mais do que na hora dos Estados equiparem todas as escolas com detectores de metais no portão de entrada, assim como já acontece nos Estados Unidos. Infelizmente esta é uma realidade que todos nós gostaríamos que não existisse, mas diante de tais tragédias, tais procedências são necessárias. Escrevi aqui mesmo nesta revista há alguns meses, que a educação precisa evoluir junto com a sociedade. É fato que nunca foi tão perigoso viver nesta tal sociedade quanto é nos dias atuais, a escola deve também estar preparada para lidar com esta violência desmedida e irresponsável da qual vivemos atualmente. Um maior acompanhamento psicológico também seria de extrema necessidade para que o dia a dia nas escolas seja melhor e, que alunos com comportamento estranho, mesmo que de forma sutil, possam ser descobertos e acompanhados o quanto antes. E claro, não menos importante, que os pais não tragam as armas que por ventura possuem para dentro de casa, pelo menos não ao alcance dos olhos dos filhos.

Daniel Gimenes


          

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rita Lee e Lobão pensam estar acima da lei...

Rita Lee nunca foi nenhuma santa, ela mesmo diz isso. Já usou todo tipo de droga e fez todo tipo de loucura, mas pelo menos tem certo talento musical. O cantor Lobão nunca foi e nunca será santo, é outro famoso usuário de drogas, que como a amiga Rita, costuma querer impor lições de moral em toda a sociedade. Rita Lee, que nunca respeitou um código penal que fosse na vida, simplesmente xingou os policiais de Aracajú em seu último show da carreira, no estado de Sergipe. Segundo consta, foi a própria cantora que pediu policiamento reforçado em frente ao palco. Um grupo de fãs tentou chegar perto dela e os policiais agiram segundo as ordens que tinham para dispersar a multidão. Foi quando a cantora, irresponsavelmente como fez durante toda a carreira, começou a disparar impropérios contra os policias, chamando-os de cachorros e filhos de santas...

      
O caso deve ser visto pelo lado do bom senso. Caso a cantora tenha alguma razão no que estava acontecendo, deveria usá-la com inteligência, e não ofendendo aos policias e os culpando de forma indireta por tudo de errado que aconteceu ainda na época ditadura. Os policiais, apesar de tudo de errado que alguns desta classe de trabalhadores faz, convivem com perigos diários, são pessoas até que se prove o contrário honestas e cumpridoras do seu dever. Cabe a eles manter a paz e a ordem dentro da sociedade, e era o que buscavam fazer no momento em que a cantora começou a ofendê-los.
Rita Lee deve sim ser punida no rigor da lei, ela não está acima dela e nunca estará. O que ela produziu artisticamente durante a vida não a faz diferente de ninguém. Se eu ofender algum policial, vou preso na hora, e com ela não pode ser diferente. Se o for, estaremos perpetuando o sistema de injustiça e descaso para com os mais pobres que marca nosso país. Quem quer que seja, que queira criticar a polícia e o sistema, o faça de maneira racional, e seja de fato um exemplo.
O Lobão, um cantor medíocre, aproveitou para destilar seu veneno no twitter. Pelo microblog ele afirmou não acreditar que prenderam a cantora, sem ainda ter se inteirado dos fatos. Mais uma evidência de que se acham acima da lei no Brasil. Dono de um discurso liberal e ao mesmo tempo critico com o sistema, Lobão apenas se esquece que ele também precisa respeitar as leis para que o sistema funcione de fato. O pseudo cantor ainda afirmou que isso acontecia sempre com ele, que era preso constantemente. Bem, é o que acontece com quem usa e faz apologia às drogas. 
Os dois defendem um país sério e com justiça. Bem, se fosse o caso, de o Brasil ser assim há muito tempo, os dois estariam presos há muitos anos... Até porque nunca andaram na lei, e não venham colocar a culpa na ditadura pelo fato de serem assim, até porque caráter pessoal é igual em qualquer governo... Pessoas como os dois só mudam o foco de com quem e para que se revoltar, nada mais.
Lutar contra a ditadura é uma coisa, querer estar acima da sociedade democrática (pelo menos em tese) , é outra. 
Não gostam de policiais, chamem um carteiro quando estiverem em apuros então... Respeitem os trabalhadores policiais, a maioria deles são honestos e arriscam a própria vida para salvar a sua... 

Daniel Gimenes 

As vomitadas que o Lobão deu no twitter...






Postagem número 666 do meu blog, se é para dar azar, que seja para o cúrintia!

Rapaz, não sou supersticioso, mas com um número como este não dá para brincar... Ao fazer minha última postagem vi que era a de número 665 do meu blog, e a próxima seria o número mais temido do cosmos! Então, se é para zicar, que seja para eles, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Postagem 666, minha única homenagem ao cúrintia em todo os tempos!  

666 postagens do blog Fugindo da Hipocrisia!
A festa é toda sua cúrintia!