sexta-feira, 17 de maio de 2013

SÉRIE MULHERES ALTAS NO JAPÃO - PARTE IV - FINAL


A Grande Professora

A série das mulheres altas no Japão encerra hoje de forma grandiosa, com a mais alta das entrevistadas, a minha amiga e ex-colega de trabalho na Escola Alegria de Saber, Suellen Gonçaves Hirata, 29 anos, que possui impressionantes 1.85 m de altura. Muito maior do que a média de altura dos homens de qualquer país, esta minha amiga se sente constrangida por ser tão alta, e gostaria de ser baixinha.


“As dificuldades que enfrento são muito grandes. A altura das pias em qualquer lugar é ruim pra minha estatura, muito mais no Japão. Bater a cabeça em portas é uma rotina”, desabafa a brasileira, que inclusive chegou a ter uma hérnia de disco, por causa da linha de montagem da fábrica em que trabalhou ser baixa para ela.

Pela numeração brasileira Suellen calça tamanho 42. Escolher sapatos então acaba sendo um sofrimento. A professora contou que quando chega às lojas simplesmente pergunta quais modelos tem disponível no número dela. Cores e estilos nem pensar. “Achar roupas e sapatos no Brasil já era ruim, no Japão então a situação piora muito”, lamenta. Suellen ainda destacou que consegue comprar tênis, pois encontra modelos masculinos, e o que ajuda é que no Japão não existe quase preconceito com cores, achando modelos com tons femininos para o padrão brasileiro.


Como a brasileira Bianca Gonçalves, que apesar do sobrenome e altura não são parentes, Suellen também destaca que os japoneses ficam admirados com sua altura, e que muitos deles olham nos pés dela para ver se está usando sapato de salto. “A cara de surpresa deles quando veem que estou usando uma rasteirinha, por exemplo, é muito engraçada. Com salto eu me aproximo de dois metros de altura”, contou.

Suellen escolheu a educação física por amar a profissão, e não pela estatura ou para se destacar em esportes que exigem altura dos atletas. “Dou aulas para todas as turmas, e as crianças menores perguntam quantos metros eu tenho. Perto delas pareço uma giganta”, diverte-se.

De uma família em que quase todos os membros desde os avós passam de 1.70 m de altura, Suellen foi a caçula e a mais alta de todos os cinco irmãos que possui. Apesar de até hoje achar que seria melhor ser baixinha, ela se aceita como é, porém, na adolescência foi complicado para a brasileira, pois era sempre a maior da turma. Além de algumas brincadeiras que precisava e precisa aturar até hoje, a mãe era preocupada com a postura da filha, corrigindo-a sempre por temer que ficasse corcunda.


Além das dificuldades com relação a encontrar roupas e com a postura, Suellen também conta que dificilmente permanece sentada por muito tempo, pois acaba forçando a coluna, em virtude das pernas ficarem acima do nível da cintura. “Nas poltronas de aviões então é terrível, a pessoa da frente que deitar o banco fica praticamente no meu colo. Tenho que sentar e jogar as pernas para o lado, o que é muito desconfortável”, relata.

Como a maioria das mulheres altas, Suellen também preferia homens altos para namorar, tanto é que seu marido possui 1.90m de altura. Só namorei meninos mais baixos na adolescência por falta de opção. Ainda bem que me apaixonei pelo meu marido, que é um pouco mais alto que eu", conta.

Mulheres gigantes no cinema


Hollywood produziu diversos filmes sobre mulheres altas, com a peculiar dose de exagero característica. Em tais filmes uma ou mais mulheres gigantes assustam uma cidade inteira. Diversos títulos do gênero foram lançados. Conhecidos como Filmes B, se destacam por fazer um gênero de ficção científica misturado com terror imaturo, ao mesmo tempo mesclam cenas típicas de comédia pastelão.

         O primeiro filme a contar a saga de uma mulher gigante foi o clássico “O Ataque da Mulher de 15 Metros” (Attack of the 50 Foot Woman) de 1958, que retratou a história Nancy (Allison Hayes). A personagem é maltratada e traída pelo marido Harry (William Hudson), além de subvalorizada pela família. Após ser abduzida por um alienígena, recebe poderes especiais e passa a crescer até atingir a altura de 15 m. Nancy sai caminhando furiosa pela pequena cidade em busca de encontrar o marido e esmagá-lo como um inseto. O filme foi de encontro ao movimento feminista, que ganhava força justamente nesta época, para ganhar o mundo nos anos da década seguinte. A película foi refilmada em 1993, desta vez com a estrela Daryl Hannah no papel de Nancy.

         Outro filme a abordar o tema foi a paródia “Altas Confusões” (Attack of the 60 Foot Centerfold), de 1995.  A personagem principal Angel (J.J. North) busca vencer uma disputa para participar de um ensaio fotográfico de uma revista. Ela passa a crescer após ingerir um medicamento para tratamento de beleza, para desespero de sua rival, que também faz uso do remédio. As duas então travam uma luta de titãs no centro da cidade, onde alguns edifícios são destruídos e carros são esmagados.

         Lançado em agosto de 2012, o filme “Attack of the 50 Foot Cheeleader”, ainda sem título para o português, é outro filme do gênero que remonta ao tema iniciado em 1958. O enredo usa da mesma fórmula, só que desta vez uma líder de torcida faz uso de medicamentos para melhorar suas habilidades. Pelo efeito colateral acaba crescendo e desperta a ira de sua rival. Como no filme “Altas Confusões”, as duas irão se enfrentar, desta vez dentro de um estádio de futebol americano, para desespero dos jogadores, que fogem para não ser alvo dos “pezinhos” esmagadores das moças.



Um comentário:

Ygo Maia disse...

Parabéns pela série, Daniel.
Acompanhei do início ao fim e gostei bastante.
Belas mulheres brasileiras!!!

Joguei voleibol por dez anos no colegial e queria ser um pouco mais alto para ajudar no esporte.
rsrsrsrs

Enfim, parabéns mais uma vez.

Abraço!!!

http://ymaia.blogspot.com.br/